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Quando falar sobre sexo?

“O modo com que os pais falam aos filhos também influi sobre a maneira com que as crianças interiorizam as atitudes, os valores e os sentimentos dos mesmos. Os pais reforçam a curiosidade natural das crianças. Elogios, atenção e a presteza aos responder às perguntas das crianças constituem motivações para que elas continuem a experimentar e a fazer perguntas. A impaciência e a falta de respostas desencorajam a curiosidade, e a criança aprende a depressa a não fazer perguntas” (Manning, S. A.).

Um grande número de pais se questionam se devem falar ou quando falar, sobre as questões sexuais que seus filhos começam a elaborar!

A tendência é evitar. Se possível adiar para mais tarde. A sensação de vergonha e desconforto sobre os diversos aspectos da sexualidade, que podem surgir, causam inseguranças. Possivelmente devido ao  incomodo das recordações que esse assunto, lá atrás, causou. A hesitação talvez esteja nessas lembranças. As inibições afloram e entramos em contato com a nossa própria ambigüidade: o que nós devemos dizer, e como devemos dizer? O que nós pensamos e acreditamos sobre o sexo e o que nós queremos que nossas crianças acreditem?

As crianças quando começam a questionar é sinal de que elas querem saber, e contam com isso! Sentem que podem falar com seus pais, sobre o que lhe vier à cabeça. Sexualidade é mais um tópico entre muitos outros que estão por vir. Elas contam com um clima de abertura, não só para falar mas também, para escutar. Entretanto, se isso não ocorrer, não significa que não vão continuar indagando, só que à terceiros.

Se é muito incomodo esse assunto para você, leia alguns livros, discuta suas dificuldades com um amigo, um parente ou um profissional. O importante é que você se questione sobre o assunto e seus limites. Mesmo se você não puder superar completamente seu desconforto, em falar com seus filhos, sobre a diversidade de assuntos que está incluso na sexualidade, não se preocupe em admitir à eles. Não se iniba! Não permita que isso se transforme em desculpas, mantendo assim, o assunto fora das conversas familiares. É mais honesto e gera uma sensação de mais confiança dizer algo, como:

“Falar sobre sexo com vocês é estranho, não me sinto confortável porque não fui criada com esse tipo de liberdade. Mas como eu quero que vocês possam contar e falar comigo, inclusive sobre sexo, insistam em me perguntar! Se não souber a resposta de imediato, vou procurar saber!”

Não se preocupe  em saber sobre todas as respostas às perguntas das suas crianças. O que você sabe, é muito menos importante do que como você responde!

Algumas Dicas para Facilitar o Diálogo com as Crianças

. Comece cedo: fica muito mais complicado estabelecer confiança e intimidade quando mais velhos.

. Crie um ambiente aberto e honesto: onde fique claro que nenhum assunto está proibido.

. Inicie a conversa: use oportunidades diárias.

. Estimule a troca de fatos e acontecimentos do dia a dia de vocês.

. Escute o que a criança tem para falar.

. Pergunte antes de responder: certifique-se, com ela, se você entendeu a pergunta.

  Assim você não responderá mais do que foi questionado.

. Seja paciente e disponível.

Construir um canal de comunicação entre você e sua criança

facilitará outro tipo de ligação emocional: a confiança!

 

Coluna: Sexo Sem Censura

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Sheila Reis