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Uma Irmãos: Rivais ou Cúmplices?!?

Para dar conta do dia a dia de seus filhos, parece que as horas são muito poucas para a quantidade  de obrigações e de diferentes necessidades e “quereres” que demandam das crianças. Some-se a isso as brigas, choramingas e pirraças. Se você tem mais de uma criança em casa, independente da idade deles, você muitas vezes deve se sentir como se estivesse no meio de uma batalha. Suas intervenções como negociadora (falar, explicar, argumentar, gritar, ameaçar, por de castigo...), parece nada adiantar, chegando a ponto de querer jogar a toalha e desistir. Mas, se restam um pouco de forças, talvez algumas dicas possam servir de ajuda:

Interfira o menos possível, é um bom começo - Tome cuidado nas suas intervenções. Entenda que há, entre irmãos, uma dinâmica particular e única. Você pode estar  sendo manipulada e ser levada a ver o que ele(s) quer(em) que você veja. As situações por nós percebidas, não são necessariamente o que acontece entre eles, acarretando muitas vezes, uma leitura errada das circunstancias. A qual pode acabar reforçando mensagens negativas, como a idéia de seu favorecimento por parte de um deles.

Evite tomar lado e rotular - Não se coloque em posição de juiz. Isso só solidifica a idéia de que é necessário haver um interventor e protetor contra os próprios irmãos. Isso pode reforçar, além de rotular, que um deles é vítima, fraco, tímido e que precisa de maiores  cuidados, atenção e ajuda, já que o outro é forte, agressivo e provocador. Não fique no meio, dê a oportunidade para que se entendam fortaleçam suas alianças.

Respeite a individualidade de cada um - Talvez a dica mais importante de todas esteja no fato de que com todas as birras, brigas e rivalidades entre irmãos, é a atenção dos pais que está em jogo! Buscam respeito para com a sua individualidade, assegurando, demarcando  e protegendo do seu modo, sua presença dentro da família.

Por mais que você queira supervisionar, tomar conta e evitar atritos, lembre-se que deixando eles trabalharem suas birras e se mantendo fora das rusgas de seus filhos (com as devidas proporções), você estará ajudando-os em uma das mais difíceis tarefas do ser humano, que é o respeito pelas diferenças.

Embora existam clichês quanto à personalidade do filho único, ser mimado egoísta e dependente; do primogênito ser quieto, responsável e cuidadoso; do meio,  por ter sido destronado da posição de caçula e de não ser o mais velho, será esforçado e sempre tentará ser o máximo no que se propõe a fazer  como forma de chamar a atenção; e do caçula ser mais doce e o mais sociável, é importante lembrar que cada um deles, é um ser único, individual e possui diferentes particularidades. E, independente de qualquer teoria ou estereótipos, precisam estar seguros quanto à aceitação e o amor de seus pais!

 

 

Sheila Reis

         http://www.guiainfantil.com.br/artigos/art_irmaos.asp