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Orgasmo feminino: Uma questão de conhecimento?!

Não existe uma maneira certa de se ter um orgasmo. Tampouco existe uma prescrição quanto à intensidade ou necessidade sexual feminina, isso vai depender do momento de vida de cada mulher. Em relação ao modo com o qual se atinge o orgasmo, algumas mulheres, podem necessitar do estímulo clitoriano, da penetração vaginal ou por uma combinação de ambos. O orgasmo é uma experiência única de cada ser humano.

Hoje em dia, encontramos muitas informações sobre o assunto, tentando explicar, como é o orgasmo feminino, descrições sobre as variações orgásmicas, o clímax e até formas mirabolantes de como alcançá-lo!

Cuidado! Em muitas dessas informações, pode haver alguns exageros ou deturpações. Comentam sobre as possíveis sensações do orgasmo, como se fosse o estouro de fogos de artifícios, visualização de estrelas ou o badalar de sininhos, o que pode gerar um grau de ansiedade enorme e possíveis problemas emocionais e relacionais, nos casais. Nas mulheres, que não sentem dessa forma, acabam por ficar confusas, achando que há algo de errado com elas. E nos homens, que tiram dessas informações a expectativa que sua parceira passe pelas mesmas sensações, gerando dificuldades para a relação.

É importante pontuar, para as mulheres que nunca experimentaram o orgasmo ou para aquelas que não estão certas se tiveram, que é complicado, se não impossível de responder com certeza, a real sensação de um orgasmo. É como imaginarmos, tentar explicar a alguém, o que se sente quando bocejamos ou espirramos. Não é fácil descrever como nossos sentidos e o cérebro interpretam as sensações.

O que se pode afirmar, é que o orgasmo feminino NÃO é igual ao do homem. Ao contrário do que se possa pensar, a penetração por si só, sem a estimulação do clitóris, provavelmente dificultará, ou até mesmo, não ocasionará um orgasmo, em compensação, o orgasmo feminino, pode ser desencadeado pela estimulação apenas do clitóris, pela estimulação da vagina ou pela estimulação de ambos.  Geralmente, após o orgasmo, uma mulher pode gozar novamente, se for devidamente estimulada e se ela estiver com desejo. Ao contrário dos homens, que precisam de certo tempo para se recuperar. Essa estimulação pode se dar por auto-erotismo (masturbação), sexo oral, sexo com penetração vaginal, sexo anal. Tendo em mente que, o clitóris, não é um botão de pressão e que uma relação sexual não é uma prova olímpica.

É interessante saber:

    Durante a excitação, ocorrem estímulos nas regiões do corpo denominadas de zonas erógenas. Estas regiões têm uma maior sensibilidade ao toque e as carícias.  Na mulher, a excitação sexual se dá  com a  vaso dilatação dos órgãos  genitais na forma  de um inchaço dos lábios genitais, dos tecidos em volta da vagina,  da retração do clitóris, do escurecimento dos lábios e da lubrificação vaginal, ficando assim, esta região, com muito sangue  e mais grossa. Esta alteração fisiológica denomina-se plataforma orgásmica, platô, fase que antecede o orgasmo. Essas alterações físicas, não são necessariamente obrigatórias.

    A estimulação do clitóris melhora a excitação sexual da parceira, já que o clitóris tem rica inervação e vascularização. É um órgão do aparelho genital feminino que equivale ao pênis, em relação ao prazer.

    O gozo é um termo coloquial que significa atingir o orgasmo, que é o ponto máximo de excitação sexual. Na mulher, ocorrem contrações simultâneas no útero, vagina e ânus acompanhado de alterações no ritmo cardíaco e na freqüência respiratória. Logo, o orgasmo não é apenas genital e sim sistêmico.

    Alguns fatores responsáveis na dificuldade que muitas mulheres têm em chegar ao orgasmo, por vezes, são ocasionados por fatores hormonais, emocionais, sociais ou físicos. Informações erradas e fantasiosas prejudicam o entendimento do processo da resposta sexual humana, que vai do desejo até o orgasmo, causando muito mais ansiedade nas pessoas do que esclarecimentos. Em outros casos, encontramos mulheres que devido a influências culturais e religiosas, aprenderam desde cedo que era "pecado" tocar o próprio corpo, com isso, não conhecem anatomicamente seu aparelho genital: não sabe como se tocar e outras formas de estimulações, criando uma dificuldade enorme em dizer para o parceiro o que as agrada e como. Daí a importância da mulher investigar as sensações de prazer no seu corpo, se descobrir, onde e de que forma ela se excita. E do homem em tentar compreender essas sutilizas!!!